ASEAN #2 – Breve Resumo Econômico
Em 1980, a participação dos 10 países da ASEAN no PIB Global era de 3,5%. Nas décadas seguintes, a participação do bloco chegou a 6,6% e 7,2%, crescendo mais que a média mundial nos últimos anos:

E com ótimos índices de redução da pobreza:

O bloco possui o Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente US$ 3,2 trilhões, já o PIB per capita fica em US$ 4.750, esses dados foram recolhidos em 2018. Em 2006, abrigava a sede de 49 empresas na Forbes Global 2000. Em 2013, esse número havia aumentado para 74.
A organização está avaliando um acordo comercial proposto pela China que cobriria cerca de metade da população mundial. A Parceria Econômica Global Regional (RCEP) incluiria todos os dez estados membros da ASEAN, além da Índia, Japão, Coréia do Sul, Austrália e Nova Zelândia.
O bloco já tem laços fortes de comércio com a China e a Índia, os dois grandes países e que apresentam as maiores taxas de crescimento. Além disto, a ASEAN não quer perder os laços comerciais com os EUA e a União Europeia e enfatiza mais o termo “Indo-Pacífico” do que o ”Ásia-Pacífico”.
Possui também acordos de cooperação com a União Europeia, Japão, China, Coreia do Sul, Austrália, Índia, Paquistão, dentre outros. Desta forma, o bloco do sudeste asiático deve manter taxas de crescimento anuais acima de 5%. Atualmente a sexta maior economia do mundo caso fosse um mercado único, até 2050 estima-se que chegará ao quarto lugar.

A expansão da força de trabalho e as melhorias de produtividade impulsionam o crescimento do PIB. Lar de mais de 600 milhões de pessoas, possui uma população maior que a União Européia ou a América do Norte. A ASEAN possui a terceira maior força de trabalho do mundo, atrás da China e da Índia, sua população jovem está produzindo um dividendo demográfico. Talvez o mais importante seja que quase 60% do crescimento total desde 1990 tenha decorrido de ganhos de produtividade, à medida que setores como manufatura, varejo, telecomunicações e transporte se tornam mais eficientes.
A organização ultrapassou drasticamente o resto do mundo em relação ao crescimento do PIB per capita desde o final da década de 1970. Algumas nações membros cresceram em um ritmo tórrido: o Vietnã, por exemplo, levou apenas 11 anos (de 1995 a 2006) para dobrar seu PIB per capita de US $ 1.300 para US $ 2.600. A pobreza extrema está diminuindo rapidamente. Em 2000, 14% da população da região estava abaixo da linha de pobreza internacional de US $ 1,25 por dia (calculada em termos de paridade de poder de compra), mas em 2013 essa participação havia caído para apenas 3%. Cerca de 67 milhões de famílias fazem parte da “classe consumidora”, com rendas acima do nível em que podem começar a fazer compras discricionárias significativas.
Disparidades Internas
A Indonésia representa quase 40% da produção econômica da região e é membro do G20, enquanto Myanmar, emergindo de décadas de isolamento, ainda é um mercado de fronteira trabalhando para construir suas instituições. O PIB per capita em Cingapura, por exemplo, é mais de 30 vezes maior que no Laos e mais de 50 vezes maior que no Camboja e Myanmar; de fato, supera até o das economias maduras, como o Canadá e os Estados Unidos. O desvio padrão na renda média entre os países da ASEAN é mais de sete vezes o dos estados membros da UE.
Hoje, 22% da população da ASEAN vive em cidades com mais de 200.000 habitantes – e essas áreas urbanas representam mais de 54% do PIB da região. Espera-se que mais 54 milhões de pessoas se mudem para as cidades até 2025. Curiosamente, as cidades de médio porte da região superaram suas megacidades em crescimento econômico. Espera-se que quase 40% do crescimento do PIB da ASEAN até 2025 venha de 142 cidades com populações entre 200.000 e 5 milhões.
Os consumidores estão cada vez mais on-line, seus estados membros compõem a segunda maior comunidade mundial de usuários do Facebook, atrás apenas dos Estados Unidos. Mas existem grandes diferenças na adoção. Cingapura hiper conectada tem a quarta maior penetração de smartphones do mundo e quase 75% de sua população está online. Por outro lado, apenas 1% de Myanmar tem acesso à Internet. A Indonésia, com a quarta maior população do mundo, está rapidamente se tornando uma nação digital, já possui 282 milhões de assinaturas móveis.
No aspecto econômico, eles acabam se beneficiando dessa variedade. O Vietnã é especializado em tecidos e vestuário, enquanto Cingapura e Malásia são os principais exportadores de eletrônicos. A Tailândia exporta veículos e peças automotivas. Outros membros construíram indústrias de exportação em torno dos recursos naturais. A Indonésia é o maior produtor e exportador mundial de óleo de palma, o maior exportador de carvão e o segundo maior produtor de cacau e estanho. Enquanto Mianmar está apenas começando a abrir sua economia, possui grandes reservas de petróleo, gás e minerais preciosos. Além de exportar produtos manufaturados e agrícolas, as Filipinas estabeleceram uma próspera indústria de terceirização de processos de negócios. A China, concorrente, tornou-se cliente. De fato, agora é o mercado de exportação mais importante para a Malásia e Cingapura. Há também demanda por parte dos Estados Unidos, Europa e Japão.
Mercado Interno
Entre 2003 e 2013, o fluxo de bens e serviços entre seus membros aumentou três vezes, de US$ 207 para US$ 610 bilhões, correspondendo a 25% da corrente comercial dos membros. A segunda maior fonte de investimentos para os países são seus próprios colegas de bloco, que geraram 18.4% da entrada de capital produtivo nos últimos dois anos. Já o fluxo de comércio extrabloco aumentando também mais de três vezes entre 2003 e 2015, atingindo recordes US$ 2 trilhões.

Objetivos
1 – Mercado único, com a completa liberalização do comércio de bens, serviços, capital, trabalhadores capacitados e de investimentos;
2 – Criar uma região competitiva, amparada em políticas antimonopólios efetivas e protegendo os direitos de propriedade e de consumidores;
3 – Desenvolvimento econômico equânime, incentivando pequenos empreendedores e mirando em um ambiente de negócios sem fricções;
4 – Integração efetiva na economia mundial, por meio de tratados comerciais amplos com outras nações e blocos.
Brasil
E o Brasil? Como fica nisso tudo?
O país costuma ter superávit quando o assunto é ASEAN, conforme gráfico abaixo retirado do MDIC:

Principais produtos exportados:

Enquanto as importações correspondem aos seguintes produtos:

