Asean News 48 – Exercícios Militares Rússia – Vietnã
#ASEAN 
1 – Otan Global?
1 – A secretária de Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Liz Truss, sugeriu que a Otan deveria buscar aumentar a segurança na região do Indo-Pacífico e trabalhar com aliados como Japão e Austrália, e dentro de grupos como a ASEAN.
Com isso a OTAN teria formalmente um braço global e recriaria ainda mais forte uma Guerra Fria 2.0 separando países democráticos e autoritários, o problema é que ao tentar conversar com a ASEAN o discurso inevitavelmente sofrerá abalos, não que isso importe ou faça diferença para o ocidente.
Esse tema provavelmente será central na cúpula EUA x ASEAN que acontecerá agora nos dias 12 a 13 de maio em Washington, os países do sudeste asiático estão sendo pressionados cada vez mais para “tomar um lado” na guerra total contra a China.
Principalmente após a criação do Aukus, fala-se abertamente em uma espécie de Otan Indo-Pacífico. Indonésia, Malásia e Filipinas que são formalmente uma democracia e Vietnã pela rivalidade histórica, são os favoritos dos EUA.
Por outro lado, o Japão aumenta laços econômicos e diplomáticos com Camboja e Tailândia, triangulando uma proximidade sem afetar o discurso oficial estadunidense de união de países democráticos contra a tirania.
2 – Nações do Sudeste Asiático definham no ranking anual de liberdade de imprensa, a única exceção foi Timor-Leste, que ficou em 17º lugar entre as 180 nações examinadas pelos Repórteres Sem Fronteiras. Mianmar ficou em 176º, Vietnã 174º, Laos 161ª, Filipinas 147º, Brunei 144º, Camboja 142º, Cingapura 139º, Indonésia 117º, Tailândia 115º e Malásia 113º. O Brasil ficou em 111º
#BRUNEI
Sem notícias no período
#CAMBOJA ![]()
1 – Camboja adia imposto sobre ganho de capital para 2024 devido ao impacto da pandemia em pessoas físicas e jurídicas. A decisão apoia a nova visão do governo de promover o crescimento econômico pós-pandemia por meio do ‘Quadro Estratégico e Programas de Recuperação Econômica no Contexto de Convivência com o COVID-19 em um Novo Normal 2021-2023’. A estrutura estabelece as estratégias e roteiros para cada setor da economia, concentrando-se em três pilares: 1) recuperação econômica, 2) reformas e 3) construção de resiliência.
A economia do Camboja encolheu 3,1% em 2020 e o fechamento de fábricas e interrupções nos setores têxtil e de vestuário do país resultaram em uma queda nas exportações de 6,5% ou US$ 2,4 bilhões ano a ano. Esses setores são a espinha dorsal da economia do Camboja, contribuindo com 17% do total das exportações e empregando cerca de 1 milhão de trabalhadores. Foi um ano difícil também para o setor de turismo, o segundo maior contribuinte do PIB do Camboja, já que as chegadas internacionais caíram 91% ano a ano.
2 – Camboja: equilibrando relações com China e Vietnã, rivais por sua influência. Em 2021, o comércio do Camboja com o vizinho Vietnã aumentou 75%, para US$ 9,3 bilhões, um pouco menos de US$ 2 bilhões do volume de comércio entre o Camboja e a China.
“A competição estratégica e econômica da China e do Vietnã no Camboja está em andamento há muito tempo e só se intensificará quando a China e o Vietnã quiserem manter e fortalecer sua influência sobre Phnom Penh”, disse Le Hong Hiep, membro sênior do Vietnã. Programa de Estudos do Instituto ISEAS-Yusof Ishak.
A opinião da elite no Camboja está mudando massivamente para a China. Na última pesquisa do Estado do Sudeste Asiático, divulgada anualmente pelo Instituto ISEAS-Yusof Ishak, os entrevistados foram questionados se a ASEAN foi forçada a se alinhar com um dos dois rivais estratégicos, os EUA ou a China, qual deveria escolher?
Cerca de 81,5% dos entrevistados cambojanos acham que o bloco regional deve escolher a China em vez dos EUA. Apenas 46,2% disseram que a China na pesquisa de 2021. Além disso, 25,9% dos entrevistados cambojanos agora veem a China como “uma potência benigna e benevolente”, em comparação com apenas 3,8% no ano passado.
Apesar de ter ajudado a instaurar o atual regime do Camboja, os vietnamitas não são bem vistos no Camboja, em parte por causa da ocupação vietnamita do país depois de 1979, quando as tropas de Hanói invadiram para derrubar o genocida Khmer Vermelho.
Essa animosidade remonta mais longe na história. Após a queda do Império Khmer no século 15, o Camboja foi constantemente ameaçado por seus vizinhos, Sião e Vietnã. Invasões foram lançadas e o Camboja só manteve seu território trocando alianças entre os dois lados.

#CINGAPURA ![]()
1 – Malaio que está no corredor da morte por tráfico de drogas tem seu julgamento suspenso. Datchinamurthy Kataiah, 36, estava programado para ser enforcado na sexta-feira, apenas dois dias após a execução de um homem da Malásia que provocou protestos internacionais porque se acreditava que ele era deficiente mental.
Datchinamurthy foi preso em 2011 e condenado por traficar cerca de 45 gramas de heroína para Cingapura. O também malaio Nagaenthran K. Dharmalingam também esteve no corredor da morte por mais de uma década antes de ser enforcado na quarta-feira. O governo de Cingapura diz que o uso da pena de morte para crimes de drogas fica claro quando as pessoas entram no país.
Os defensores e advogados de Nagaenthran disseram que ele tinha um QI de 69 e era deficiente intelectual, e que a execução de uma pessoa mentalmente doente é proibida pela lei internacional de direitos humanos.
#FILIPINAS ![]()
1 – Marcos mantém grande liderança enquanto campanha filipina entra na última semana, distancia para a segunda colocada chega a 33 pontos segundo algumas pesquisas. De acordo com a pesquisa, realizada de 16 a 21 de abril e divulgada ontem , o apoio ao filho do ex-ditador se manteve estável em 56%, notáveis 33 pontos à frente do segundo colocado, vice-presidente Leni Robredo, que teve o apoio de 23% dos entrevistados. Muito atrás ficou o ex-campeão de boxe Manny Pacquiao, que foi a escolha preferida de apenas 7%
obs: Apurações já feitas e Marcos “bongbong” levou, ele é filho do ditador mais cruel do país e o amis corrupto também, para mais informações do pleito e do candidato: aqui! #INDONESIA ![]()
1 – País proibiu exportação de óleo de palma alegando que as empresas nacionais estavam inflando o preço interno para poder exportar mais. Em abril de 2020, uma tonelada de óleo de palma bruto indonésio estava valendo cerca de US$ 545 no mercado europeu. Dois anos depois, esse valor saltou para US$ 1.700. Embora isso seja bom para a economia, pesa no orçamento interno e afeta os mais pobres, instala-se então a queda de braço entre governo e produtores.
Para reduzir o preço, o governo primeiro tentou algumas correções regulatórias, como cotas de exportação, obrigações do mercado interno e tetos de preços para óleo de cozinha, sem grandes mudanças no valor final, partiram então para a proibição. Por enquanto, a Indonésia controla o fornecimento bruto de coisas como carvão e óleo de palma, que estão em alta demanda, de modo que seu alcance pode se estender bastante quando quiserem enviar uma mensagem. E essa mensagem – de que o mercado interno precisa ser abastecido primeiro e a preços acessíveis, mesmo que obrigue os exportadores a deixar os lucros na mesa.
2 – Na Indonésia, orações muçulmanas públicas estão causando angústia para pessoas de religiões minoritárias. a tendência é uma fonte crescente de atrito para os não-muçulmanos da Indonésia, que há muito enfrentam dificuldades para obter licenças para seus locais de culto, muito menos para orar ao ar livre.

De acordo com o censo nacional de 2010, os muçulmanos representam mais de 87%da população, seguidos pelos cristãos com 9,87, e hindus e budistas com 0,72 e 0,56 por cento, respectivamente
#LAOS ![]()
1 – 10 lugares incríveis para se visitar no Laos, belas imagens e contato com a natureza:
#MALASIA ![]()
Sem notícias no período #MIANMAR ![]()
1 – Essa semana o ministro das Relações Exteriores da Malásia, Saifuddin Abdullah, sugeriu ao governo de Mianmar uma conversa com o governo paralelo, já que o consenso dos cinco pontos, que foi acordado ano passado, não vem sendo cumprido. “Não estamos propondo que a ASEAN reconheça outros governos, mas esse envolvimento informal pode ser concebível, especialmente sobre como a ajuda humanitária ao povo de Mianmar que ainda está em seu país pode ser entregue”, disse o ministro. No entanto, a junta militar rejeitou a proposta, assim como em todas as outras, demonstrando que não tem o menor interesse em negociar, os militares chamam essas organizações que tentam demonstrar poder político pós golpe de terroristas.
2 – Empresas tailandesas e malaias abandonam projeto de Mianmar. O conglomerado de petróleo e gás da Tailândia PTTEP e a Petronas da Malásia anunciaram na sexta-feira que se retirariam do projeto de gás Yetagun em Mianmar, houve um êxodo de empresas globais de energia de Mianmar, incluindo Chevron e TotalEnergies, após a aquisição militar do ano passado e as alegações subsequentes de abusos dos direitos humanos.
#TAILANDIA ![]()
1 – No dia 03 de maio líderes de Japão e Tailândia anunciaram um novo acordo de Defesa, bem como planos para melhorar suas relações econômicas. O acordo facilitaria a transferência de equipamentos e tecnologia de defesa do Japão para a Tailândia, que tem um dos maiores e mais equipados exércitos da região e um longo histórico de laços com os militares dos Estados Unidos. Mais detalhes do negócio não foram divulgados.
#VIETNA ![]()
1 – O Vietnã poderá em breve ser atingido por sanções dos EUA por suas contínuas relações militares com a Rússia, à medida que o Ocidente busca novos pontos de pressão secundários para punir Moscou por sua invasão da Ucrânia.
Após se abster em votações contra a guerra, a mídia estatal russa informou que fará ainda esse ano novos exercícios militares conjuntos entre os dois países. A Rússia é o maior fornecedor de armas militares do Vietnã, com quase 80% do equipamento militar de Hanói proveniente de Moscou desde 2000.
Em 2017, o Congresso dos EUA aprovou o Countering America’s Adversaries Through Sanctions Act (CAATSA), que, entre muitas coisas, ameaça sanções contra qualquer país que compre armas da Rússia, elas funcionaram quando China e Turquia compraram sistemas de mísseis terra-ar S-400 fabricados na Rússia. Desde 2017 pelo que se sabe o Vietnã não comprou mais armamento russo.
A situação toda é complicada, os EUA não devem ameaçar o Vietnã com sanções por verem nele um importante aliado contra a China, além do fato de Índia e Indonésia terem postura semelhante com relação à Rússia.
DICA DA SEMANA:
A dica da semana é um livro que estou terminando, talvez já tenha indicado por aqui, mas que quem quer sair do eixo ocidental não pode deixar de se inteirar sobre ele: Albert Hourani – Uma história dos povos árabes
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